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Olá, todos!

Muitos não sabem mas esse cantinho surgiu por culpa de uma cinzura de céu. A gente fica adulto demais da conta às vezes.  Foi a cada linha aqui exposta, por vezes confusas, que eu ia clareando pouco a pouco meu céu. E foi aqui que principalmente reencontrei-me comigo meninota, cheia de esperanças e vontades. Nunca mais a deixei e tento sempre ouvir seus conselhos: a Ziris.

Pórém essa roupinha tá ficando por demais apertada, uns borrões foram feitos, sem jeito de limpar. Posso sentir a Ziris entendiada pela falta de imaginação da minha parte. Decidi enlear-me de vez a ela. E daqui em diante nos encontraremos todos aqui ó: http://ziris-umtoquedevida.blogspot.com/

Levem seus aventais e tintas de todas as cores.

Um beijo grande

De outra vez, consegui capturar as páreas insensibilidade e ingratidão, que sambavam juntas em cima da minha bondade, ainda pensando que eram só distraídas. As tranquei no congelador, que era onde deviam ficar. Até aprender a repartir. Esta noite inventaram uma rebelião pra sair da gelada. Escaparam. Queriam minha companhia mas só pra enganar a solidão. Mas eu, dispenso. Se na primeira festa fiquei de fora. Ninguém sabe a cara que elas tem quando desvendadas. Feias de matar! Devem ter ido atrás de quem possa se enganar. Bem a cara delas. Do meu bolso não sai mais nenhum quinhão. Das minhas sementes não terão mais nenhum grão. Vou à caça, afinal de contas a cadeia que inventei pra elas derreteu de raiva. Desta vez prometo que morrerão de velhas nas grades do esquecimento. Sem visita! Cuidado, há muitas mais por aí. Bem vi!

ARTIGO 15º – Todo sonhador tem direito a um detector de balelas, apto a transmitir informações e idéias quando alguém estiver te enrolando.

(da declaração universal dos  direitos dos sonhadores)

Desisto, quero mais não. Já me demorei tempo demais até… Mudei minha alma um tantinho de direção e perdi quase todos os poderes. Desistam, volto lá mais não. Muito triste. Tantas estrelas sem brilho, mortas de vergonha. E eu dependurada numa delas por uma alça só. Se não fosse o fato de eu estar rodando em volta de mim mesma, teria ido embora antes. Muita cabeçada. Prefiro usar minha cabeça pra chapéu, que seja. É que lá nos cafundós tristes da tonteira me desaprendi dos meus feitiços, das minhas magias.  Dou de ombros malcriada, que é pra voltar com pressa para o meu comodo dentro de mim, onde todas as minhas armas descançam bem arrumadas sobre a toalhinha de crochê azul. Todo meu encanto.  Minha colcha feita de céu. Meus pós de espaço, varetinhas perfumadas, ametistas e turquesas, minha varinha de condão. Uso os óculos de grau herdados da vovó, ela sabia bem das coisas. Assim fico sempre cega à maldade, mas tenho visão nítida das joaninhas lavando a cara na relva da manhã. Desde ontem, volto a tocar esta canção bem dentro. Desistam. Eu desisti. O mundo esta é bem dentro aqui.

Tenho os olhos dependurados no horizonte como quem pegou no sono com eles abertos.
E o céu é tão azul hoje! Tantas vidas se esquentam por baixo dele…
Eu bem sei que em nenhum desses sonhos que acabam por se criar dentro de mim, por mais que eu me aplique neles, ainda eles não têm entre si, imãs que os atraiam uns para perto dos outros. Formando uma só ação. Uma que seja!
São moléculas perdidas os meus sonhos. Umas de medo, outras de certezas. E é por saber que dentro de você, nada também se junta em sentido, que nenhuma das suas bilhares de moléculas montam um só desejo completo,  é também por isso, que eu ainda não dilato forças suficientes para fundir os meus desejos num só, menos ainda para apertar bem os olhos, tentando espantar esses pensamentos…

Lá em cima, do alto da colina de nuvens, o céu cheira  a lavanda. É uma calma dessas de tirar o pesado dos olhos. E daqui de onde estou posso fazer isso, vez em sempre. De tirar as vestimentas pesadas da percepção, lavar os borrões da alma. É de lá, das bandas mais altas do mundo, que recorto as mais bonitas palavras que o vento escreveu, as bem lindas. E a cada uma delas, juntadas com esmero nas páginas surradas do meu brochura, uma peça que faltava vai se completando dentro do coração. Poderes misteriosos fazem das lágrimas, doces pingos. Porque o sal só estanca o sangramento, é o doce que cura.  Uma chuvarada de açucar por cima da cabeça. O sol secando a minha alma, enchendo ela de preguiçinha, dum sono reparador no meu travesseiro com recheio de nuvens. Um sonho que batizei de Esperanza. Porque a gente suspira mil vezes, enche o peito e se alarga. O resto é com o vento e o tempo. E com a força que o coração faz pra se desvirar. Porque o avesso da dor é alegria! E porque um dia eu disse a mim ainda meninota – Nunca mais te abandonarei!
Onde encontrei as chaves?
Em algum lugar na inocência. Afinal são os pequenos que soltam a linha desse balão vermelho já envelhecido de asas.
Tô variando não, quem sabe que não estamos aqui pra trilhar o caminho pra trás? Desentortando.
Foi uma muralha de mesmices que me deu a dica. Levantei os calcanhares, juntei as mãos em prece e deixei a pontinha das minhas asas roçarem a fé azul que pairava bem por cima da minha vida! Eu escolho o amor. Um sininho toca, parece que vou me curar… Dilim dilim dilim.
~…~

“Voa um par de andorinhas, fazendo verão.

E vem uma vontade de rasgar velhas cartas, velhos poemas, velhas cartas recebidas.

Vontade de mudar de camisa, por fora e por dentro…

Vontade…

Para que esse pudor de certas palavras?

…vontade de amar, simplesmente.”

O menino Quintana.

Depois do tempo…

Eu não aguento gente, é tanta doçura que vem dos ares, que ficar sem respirar é muita manha frente à tanto ar azul!

Observem:

“Era dia mas parecia noite. Eu mal podia vislumbrar a Pipa que planava faceira, bem além de sua própria dor, no céu de amarguras que eu via. Tantas letras embaralhadas pela minha visão molhada! Era frio de endurecer os dedos. As palavras escreviam-se tortas. Do lado de lá do céu, também. Escritas em lastimado vermelho. Um fundo cinza, só cinza! Uma corrida num bosque de morangos, pra clarear as idéias e … Boom, uma Maga velhinha que nunca mostrou o rosto, colocou-nos a trombar em ternuras! E um frio… Foi lá que Pipa e eu, prozeamos por horas, usando as sobras de lã esquecidas no cesto, pra tecer casacos mais coloridos. A Maga velhinha , continua mandando mensagens, embora a gente ainda não conheça seu rosto. Mas ele deve se parecer com fé!
E é, nas carquejas amargas a gente se curou. Agora plantamos erva-doce no canteiro. E ferve dia e noite, levantando nuvens de aroma, pra atrair o amor, mais duas velas acesas, uma lá outra aqui.
Enquanto o amor não vem, a gente treina o nosso assovio, Volare tá quase perfeita! “
Sozinha, sozinha a gente nunca tá, não acredito!

Eu sonhei um bom sonho maluco. Minha mãe diz que as vezes quando dormimos, vamos encontrar com quem a gente ama e tem saudade! Agora eu acredito. Porque daquele lado de lá tudo era doce. Tudo era novíssima alegria. A mais chuviscada realidade dos nossos sonhos.

Eu o via lá vestido em roupa de hospital, num corredor claro, cheio de cadeiras de espera. Parecia que havia andado doente. Ele corria até uma sala cheia de estátuas de Shiva e Ganesha e cheiro de sândalo, onde um homem vestido de médico, com seu jaleco sustentando imensas asas de um degrade de verde, fazia sombras brilhantes em seu rosto já corado de saúde. Ele fora pedir alta, alta do peso, do rancor de si mesmo, da fraqueza, dizia que havia se curado depois da transfusão de sangue do banco de esperanças. O médico se convencia, vendo a imensa sede de voltar a voar do moço de roupa de internado. Foi então que o médico levantou a voz em minha direção –  É você a moça que o acompanha? – Eu respondi que sim, mesmo tendo a plena certeza de me inteirar dos fatos naquele exato momento. Então o médico-anjo me orientou, de aquecê-lo sempre com uma manta quentinha, até que se sentisse novamente amado. E eu prontamente colhia a mantinha que ainda repousava na cama que deixei pra trás e o aninhava nela, me envolvendo também. Naquele momento meus braços se alongavam imensos em volta dele, dando um laço atrás do seu coração selando aquele abraço tão esperado… Assinei na ficha de alta da internação: Ziris – a que perdôa!

Quando percebi que ia acordar, gritei em ecos – Adeus então às intensidades… Podem me enfiar uma camisa de força, mas exijo a presença do meu anjo da guarda!

Quando acordei, vi que ainda estava lá, salvo que agora minha cama me acompanhava, comigo sentada nela, ainda saboreando as novidades que desejei em sonho…

Tem graça isso agora?! Só sonhar quando cerro os olhos pra descasar o corpo…

Mas é o que tenho feito, perdi minha fortuna numa esquina. Enchi os bolsos de uma rapariga desavisada… Roubaram-me o que restou, coisas do planeta terra…

Ganhei esse presente. Eu bem que sei agora que é só a gente se mostrá que tem sempre um olho bão pra vê a gente…

“Ela tornava o céu ciumento com as suas cores. E o que vinha dele era solitário como a versão de um poema inacabado. Cuidava de uma lâmina rija que fazia pequenos cortes. E desejava a ela uma boa noite de chuva. Mas ela era doce o bastante para fazer com que ele se abrisse em sol. Como quem lutava para que a fantasia não desaparecesse. Bordava seu nome nos ares. Brumoso comenta que a carrega. A deriva na via Láctea. Arando o céu de estrelas com a força de seus mistérios. Porque seu amor está entre o céu e a terra, num secreto calendário dedicado ao vento.

à ti, ofereço.”

E foi da Pipa, a que ainda sonha pra mim e me vê com olhos de jasmim!

Soberania

Manoel de Barros

Naquele dia, no meio do jantar, eu contei que
tentara pegar na bunda do vento — mas o rabo
do vento escorregava muito e eu não consegui
pegar. Eu teria sete anos. A mãe fez um sorriso
carinhoso para mim e não disse nada. Meus irmãos
deram gaitadas me gozando. O pai ficou preocupado
e disse que eu tivera um vareio da imaginação.
Mas que esses vareios acabariam com os estudos.
E me mandou estudar em livros. Eu vim. E logo li
alguns tomos havidos na biblioteca do Colégio.
E dei de estudar pra frente. Aprendi a teoria
das idéias e da razão pura. Especulei filósofos
e até cheguei aos eruditos. Aos homens de grande
saber. Achei que os eruditos nas suas altas
abstrações se esqueciam das coisas simples da
terra. Foi aí que encontrei Einstein (ele mesmo
— o Alberto Einstein). Que me ensinou esta frase:
A imaginação é mais importante do que o saber.
Fiquei alcandorado! E fiz uma brincadeira. Botei
um pouco de inocência na erudição. Deu certo. Meu
olho começou a ver de novo as pobres coisas do
chão mijadas de orvalho. E vi as borboletas. E
meditei sobre as borboletas. Vi que elas dominam
o mais leve sem precisar de ter motor nenhum no
corpo. (Essa engenharia de Deus!) E vi que elas
podem pousar nas flores e nas pedras sem magoar as
próprias asas. E vi que o homem não tem soberania
nem pra ser um bentevi.


Texto extraído do livro (caixinha) “Memórias Inventadas – A Terceira Infância”, Editora Planeta – São Paulo, 2008, tomo X, com iluminuras de Martha Barros.

E chove aqui dentro, chove tanto que derrama!

Ligo a televisão na sala, mas só pra me enganar que tem gente em casa. De lá da cozinha, enquanto lido com as pesadas panelas, fico ouvindo as vozes dos personagens da novela, contando seus causos. Penso então, que há dicussão na casa!
Vez em quando vou lá ver o que se passa e meu gato compenetrado finge entender o blá blá blá, possívelmente o que ele vê alí seja de verdade pra ele, então passo a acreditar também que a casa tá cheia.
Quando termina a tal (que nem do meu gosto são as novelas), uma música fecha o evento e dizendo assim: a gente não nasce começa a morrer…
Penso então que quando o coração fica batendo assim, lento e quietinho, quase pra morrer, talvez a partir daí a gente começasse então a viver?!  Sei lá, sei lá, a vida é um a grande ilusão, ela continua!

fuga

Pulei meu olhar de um salto só pra dentro do quadro na parede, aquele mais feliz, que compramos juntos. Só quando cheguei lá, percebi que não haviam girassóis. Minhas mãos agora ficam procurando a saída por alguma fresta falsa entre a moldura, apalpando o presente enquanto estou no passado!

Tem sombra velando minha escrivaninha. Gaveta vazia, só dúvidas carentes de palavras que venham respondê-las, enfeitam minhas molduras. Penso que minha caneta esta assombrada, assombrada!

A menina da sapatilha

Sempre andei devagar, alguns amigos se riam da minha moleza. Mas hoje acredito que era puro cuidado. De uns tempos então, tava usando até uma sapatilha levinha que era pra pisar devagarinho, pra não deixar escapar ruídos bruscos e não incomodar a felicidade de ninguém. Hoje tô querendo mais é aposentar a dita. Por um tempo. Liçenca por motivos de doença. Ou mesmo colocar as pernas pro alto.

Ainda hoje quando preciso de um raio-x de tórax, tá lá a marca daquela sola pesada que me atropelou. Logo eu que gostava tanto das sapatilhas…

re-começo!

Meu travesseiro já não suporta tantos socos e afofamentos… Sinto saudades das minhas bochechas amarrotadas ao acordar…

Penso que não possuo talento o suficiente para textos tão cabisbaixos e por isso é que decreto o Re-começo!

O inverno tá aí e não quero correr o risco de ficar sem mel por tantos meses. Aquela cachaça tá precisando de força demais pra descer goela abaixo, cansei do cheiro do cinzeiro lotado, preciso sair voando beijar-flores.

Tomei emprestada a caixinha de costura de alguém a quem eu logo irei devolver, ela irá usar tão em breve. Tenho fé! Fiz para remendar as asas rasgadas por um vento em desacordo que acabou por me abater. Mas esse vento não contava com a minha teimosia, minha saudosa vózinha que o diga.

Vou cantando a Ave-Maria pra garantir!

Os pés no chão não combinavam mesmo com a minha voz, menos ainda com minha alma fluída. Tô ensaiando um novo voo, que modéstia parte… Será imortal!

Do-fundo-do-peito-esperançoso! Amém!

 

Hoje vou tomar um banho de bucha, esfregar a tristeza com sabão de coco, aquele que minha mãe diz que tira qualquer mancha… Tem um vestidinho branco que faz bem uma vida que não visto, é com ele que vou me deitar. E vou rezar muito e tanto e não vou parar, até a fé voltar…

 

Daí a Pipa disse de mim:

“Agora a criança sonho é uma gaivota. Ela voa tão alto, que suas asas farfalhantes parecem roçar o teto azul do céu.”

E eu sorri pra ela, meu tesouro mais caro.

Toda noite desde, ele ficava lá, paradão no canto do quarto com aquela cara de fantasma de filme antigo. Desde, eu dormia na sala debruçada na escrivaninha agarrada com a caneta. Não passava nem perto de lá, nem pra abrir a janela pra arejar. Eu queria mesmo era encarar a condição de uma vez, poxa vida! E dormir só-zinha lá, mas ele soltava uma gargalhada bem brega que dava pra ouvir do portão. Eu sentia medo e não?
Foi quando uma moça bem sabida me contou seus feitos com casca de banana. Disse que era tiro e queda, literalmente. Foi quando apliquei a traquinagem.

A cara dele de assustado foi de rir de ter dor de barriga! Eu fingi que não estava assustada, ele acreditou. Depois saquei uma banana da minha bolsa, ele não entendeu nada. Me alimentei, ele odiou. Joguei a casca no chão, ele me chamou de malcriada. Acendi a luz do abajour, ele quis fugir. Na ânsia por sobrevivência, correu de defesa. Nem viu a malcriação jogada lá no chão. Foi um tombo pra programa de tv de domingo. Ele me chamou de sem-graça! Acendi a luz do quarto de uma só vez, ele partiu contrariado. Entendeu que pra brincar de fantasma pelo menos alguém tinha que se assutar. Talvez ele não volte. E se voltar, coitado… Fiz feira ontem!

Um carinho dentro da caixa de presente…

E um cartão em forma de balão, De: Beré, o mago. Para: Zi, a feiticeira… rs


E o que a gente faz com aquela moça que não larga a gente por nada ein? Que repete e repete: tá tudo bem? Tudo bem mesmo? Não pareçe, vai fala…

Que quando ganha um tesouro, já olha para o lado pra saber com quem vai repartir. Ela sabe que não tem graça nenhuma esconder o doce, até ter oportunidade de comer sozinha, porque a espera estraga o gosto e o momento fica vazio. Ela é dividenda. Doadora. Mas nunca dividida, em cima do muro. Ela se equilibra sim, mas no arame que ela própria inventou para alcançar mundos novos, mundos antigos. Equilibrista da ponte que leva até aquele outro universo, o da amizade. Que ela também inventou. Essa moça gosta de inventar e gosta mais de amizade que de chocolate, eu que sei. Desde pequena colecionava amor aos pacotes na casa dela para distribuir sem precisar de data comemorativa.
E quando ela grita é pra chamar a atenção: Eu to aqui! Quando chora, costuma se esconder porque acha que as lágrimas espantam os amigos. Como ela é ingênua. Quando alguém olha pra ela de sopetão, abre um sorriso molhado, amarelo… Os olhos fechadinhos, os cílios colados uns nos outros. Ainda assim ela pensa que ninguém percebeu. Fica um tanto satisfeita em saber que ninguém notou. As vezes dói também. Mas todo mundo percebe. Todo mundo. Mas alguns nem dividem os doces, que dirá os amargos. Mas moça, eu digo que as vezes você tem razão, as lágrimas espantam alguns “amigos”. Aqueles que insistem em afirmar que você é forte de nunca rachar, que tentam provar até pra si mesmos que você faria melhor por si mesma que com um abraço quente deles. Ainda assim seca as lágrimas e bóra pelos caminhos, você tem sempre tanto a falar.
Moça, moçinha você pode não ser forte de nunca rachar mas é corajosa de dar inveja, das boas! E quando sorri?! Meu Deus, quem não percebe? Todo mundo, todo mundo! Sei lá se isso incomoda, essa felicidade simples, esse jeitinho sóbrio, de paz e suas lentes de aumento para o bom na vida.
Mamãe dos cachorrinhos abandonados e dos amigos problemáticos. Em algum lugar lá de cima, Deus suspira satisfeito. Sorria!
Eu sou o amigo insatisfeito, quero mais daquela mesinha de bar na calçada, da cervejinha com conversas enquanto a chuva respinga nos pés da gente, arrancando reclamações. E se pergutar se a gente queria sair de lá… Não, nunca!

Moça, moça! Você é milionária.

Acho que me enpolguei com seus textos. Ainda contei com ajuda na correção ortográfica mais um dia eu chego lá. e me desculpe se imitei seu estilo, a intenção foi das melhores!

Abraço de urso de sempre!

…~…~…~…~…~…~…~…~…

Nesse dia sequei um tanto das lágrimas que espantam amigos, perdi o medo do abandono. Agradeço o presente do fundo da minha alma…

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