Um carinho dentro da caixa de presente…
E um cartão em forma de balão, De: Beré, o mago. Para: Zi, a feiticeira… rs
E o que a gente faz com aquela moça que não larga a gente por nada ein? Que repete e repete: tá tudo bem? Tudo bem mesmo? Não pareçe, vai fala…
Que quando ganha um tesouro, já olha para o lado pra saber com quem vai repartir. Ela sabe que não tem graça nenhuma esconder o doce, até ter oportunidade de comer sozinha, porque a espera estraga o gosto e o momento fica vazio. Ela é dividenda. Doadora. Mas nunca dividida, em cima do muro. Ela se equilibra sim, mas no arame que ela própria inventou para alcançar mundos novos, mundos antigos. Equilibrista da ponte que leva até aquele outro universo, o da amizade. Que ela também inventou. Essa moça gosta de inventar e gosta mais de amizade que de chocolate, eu que sei. Desde pequena colecionava amor aos pacotes na casa dela para distribuir sem precisar de data comemorativa.
E quando ela grita é pra chamar a atenção: Eu to aqui! Quando chora, costuma se esconder porque acha que as lágrimas espantam os amigos. Como ela é ingênua. Quando alguém olha pra ela de sopetão, abre um sorriso molhado, amarelo… Os olhos fechadinhos, os cílios colados uns nos outros. Ainda assim ela pensa que ninguém percebeu. Fica um tanto satisfeita em saber que ninguém notou. As vezes dói também. Mas todo mundo percebe. Todo mundo. Mas alguns nem dividem os doces, que dirá os amargos. Mas moça, eu digo que as vezes você tem razão, as lágrimas espantam alguns “amigos”. Aqueles que insistem em afirmar que você é forte de nunca rachar, que tentam provar até pra si mesmos que você faria melhor por si mesma que com um abraço quente deles. Ainda assim seca as lágrimas e bóra pelos caminhos, você tem sempre tanto a falar.
Moça, moçinha você pode não ser forte de nunca rachar mas é corajosa de dar inveja, das boas! E quando sorri?! Meu Deus, quem não percebe? Todo mundo, todo mundo! Sei lá se isso incomoda, essa felicidade simples, esse jeitinho sóbrio, de paz e suas lentes de aumento para o bom na vida.
Mamãe dos cachorrinhos abandonados e dos amigos problemáticos. Em algum lugar lá de cima, Deus suspira satisfeito. Sorria!
Eu sou o amigo insatisfeito, quero mais daquela mesinha de bar na calçada, da cervejinha com conversas enquanto a chuva respinga nos pés da gente, arrancando reclamações. E se pergutar se a gente queria sair de lá… Não, nunca!
Moça, moça! Você é milionária.
Acho que me enpolguei com seus textos. Ainda contei com ajuda na correção ortográfica mais um dia eu chego lá. e me desculpe se imitei seu estilo, a intenção foi das melhores!
Abraço de urso de sempre!
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Nesse dia sequei um tanto das lágrimas que espantam amigos, perdi o medo do abandono. Agradeço o presente do fundo da minha alma…